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CRÔNICAS
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de
Hélder Câmara
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15/05/2005
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Ivanchuk domina o 40º
Memorial Capablanca
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Hotel Neptuno-Triton em La Habana, Cuba |
O super GM-A Vassily
Ivanchuk é o maior destaque no 40º Torneio
Memorial José Raúl Capablanca (rate-médio 2618,
categoria 15), que se realiza entre 6 e 19 deste
mês nas dependências do Hotel Neptuno-Tritón, em
Havana, Cuba.
Até a quarta rodada, a tabela registrava: 1) Vassily Ivanchuk
(Ucrânia 2739) 3 pontos; 2/3) Neuris Delgado (Cuba
2567) e Baadur Jobava (Geórgia 2637) 2.5; 4)
Lázaro Bruzón (Cuba 2669) 1.5; 5/6) Lenier
Dominguez (Cuba 2658) e Walter Arencibia (Cuba
2530) 1; 7) Jesus Nogueiras (Cuba 2533) 0.5.
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GM-A Vassily Ivanchuk
GM Baadur Jobava
V.
Ivanchuk (2739) x (2637) B. Jobava
(2ª rod. Mem. Capablanca, 07.05.2005 – Ab.
Trompowsky, A 45).
1 d4
Cf6 2 Bg5!?
O
campeão
brasileiro de 1939, Octávio Trompowsky,
em
seu
livro “Partidas
de
Xadrez” (1941), diz-nos: “Um
lance
especialmente analisado
pelo
autor destas
linhas,
com o
intuito de
fugir dos
livros e
poder
enfrentar os
mestres
com
armas
mais
ou
menos
iguais”.
Só
isso,
nada
mais do
que
isso,
mas
com
isso,
ele passou à
posteridade
com essa
abertura
que
leva
seu
nome.
Não se pode
omitir,
porém,
que
esse
lance
já
fora jogado
em 1912,
por Levitsky, e
em 1916,
por Bogoljubov.
2...Ce4!?
O
lance
lógico, evitando o
acavalamento de
peões
em f6,
com o
que as brancas estariam
jogando uma
Variante das
Trocas de uma Espanhola “no
espelho”,
ou seja, uma Ruy Lopez
com o Peão-Dama.
3 Bf4
d5
A
melhor
reação é 3...c5,
para
com ...Db6
explorar a
saída
prematura do
bispo de c1.. O
próprio Baadur sabe disso: 3...c5! 4 dxc5
Cc6 5 Dd5 f5! 6 e3 e6 7 Dd1 Bxc5 8 Cd2 0-0 9 Cgf3 f5 e as
pretas estão
melhores, 0-1 in 68. Kurajica
x Jobava, Ol. Calviá 2004.
4 e3
c5
Mais
coerente
com 3...d5 seria
agora 4...c6,
para
desenvolver a
cômodo o
bispo de c8.
5 Bd3 Cc6
É preferível
5...Cf6 6 Cf3 Cc6 7 0-0 Bg4! 8 c3 e6 e no
mínimo as pretas igualam, 0-1 in 39.
Wells x Sutovsky, Oxford 1998.
6
Bxe4! Dxe4 7 d5! (diag.
1) |
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Esse
pontaço, atravessando a “linha do
Equador” e embaraçando o
desenvolvimento
contrário, justifica a
entrega da “pequena
qualidade”,
bispo x
cavalo.
7...Cb4 8
Cc3 e6
Não
era
melhor 8...f5?! 9 a3 Ca6 10 f3!,
com
insuportável
domínio.
9 d6!
Se
esse
peão
em d5
era
um
estorvo,
em d6 é
um
acinte – impedindo a
saída do
bispo de f8.
9...Cc6
No
caso de 9...f5 10 f3! Cc6 11 fxe4
fxe4 12 Dh5+ g6 15 Dxc5+-, 1-0 in 23. Rey x Wong, Frisco 2000;
ou
então, 9...Da5 10 Ce2 Cd5 11 Bg3
Cxc3 12 Cxc3 Bd7 13 0-0 Bc6 14 Dh5 Td8 15 Tfd1 Td7 16 a3! Db6
17 Tab1 a5 18 h3 Rd8 19 b4 cxb4 20 axb4 axb4 21 Ta1 Re8 22 Ta8+
Td8 23 Txd8+ Dxd8 24 Cxe4 Bxe4 25 d7+ Re7 26 Bd6+ Rf6 27 De5+,
1-0. Mensch x Musanti, Budapeste 2001.
10 Cge2!? N
Para
jogar 11 Cb5!,
mais
agressivo do
que 10 Cxe4!?
f5 11 Bg5 Db6 12 Cf6+! Rf7 13 Cxh7 Txh7 14 d7 Be7 15 Cf3! Dxb2
16 0-0 Db6 17 dxc8=D Txc8 18 Tb1 Da5 19 Txb7 Tc7 20 Db1 Bd6 21
Td1 Be5 22 Bxe5+ Cxe5 23 Bf4, 1-0. Speelman x Yaoyao,
Beijing 1997.
10…f5
11 Cb5! Rf7 12 Cc7 Tb8 13 g4!
(diag. 2)
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O
tabuleiro
está
cheio
de
peões,
daí o
acerto
em
detonar
essa
cobertura
real.
13...fxg4 14 Cg3 Cb4
Segundo o Fritz 8.0,
no
caso
de 14...g5!? 15 Cxe4 gxf4 16 Dxg4 Tg8 – se 16...Bxd6 17
Dh5+ Re7 18 0-0-0 – 17 Dxf4+ Rg7 18 Tg1+ Rh8 19 Txg8+
Rxg8 20 Cf6+ Rh8 21 Dh4 h6 22 0-0-0 Bg7 23 Cce8 g5 24 Tg1+-
13.81.
15 a3! Cd5 16 Cxe4
Importante é
manter
o “peão
de Keres”
em
d6.
16...Cxf4 17 exf4 Rg8 18 Dxg4 h5 19 Dg3 b5 20 Tg1
(diag.
3)

Vinte
lances
e as pretas,
com
todas as
suas
peças
“no
chão”,
estão perdidas.
20...Th6
21 0-0-0 Rh8 22 Cxc5 b4
Esse
lance
é
ruim,
mas
não
havia
melhor
e Baadur
já
podia
abandonar.
23
axb4 Txb4 24 d7! Tc4
Evidente, se 24...Dxc7?
25 d8=D+-, ganhando.
25 C5xe6, 1-0. |
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Estudos e problemas
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779 A
(A.
Herbstman, Shajmaty in URSS, 1936 – 1º pr.) 1 Te8 Te5! 2 Ta8!!
Ta5! 3 Txa5 g1=D 4 Ta8 Dg2 5 Tb8! Dg2 6 Tc8! Dg4 7 Td8! Dxg5 8
Te8! Df6 (8…Dg8+ 9 Re7 Dxe8+ 10 Rxe8 f5 – 14 d7 f1=D 15 d8=D
Df8+ 16 Rd7!!+-) 9 d4!+-.
B
(Y. Galperstein, Schamaty Odessa, 1911) 1 Ca1! Rd4 2 Cc2+ Rc5
(Re4) 3 d4 (d3)#.
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