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Enquanto
promovia, com uma cobertura maciça da mídia, o rompimento de
qualquer limite ou regra no xadrez mundial - e, não tenhamos
dúvida, a falta de limites e regras não favorece a maior
democratização ou igualdade, mas à submissão a quem tem mais
poder ou dinheiro - Kasparov continuava posando de libertário:
“Eu não preciso do reconhecimento de uma organização burocrática
como a FIDE. Sou o melhor do mundo e prefiro demonstrá-lo nos
torneios e com o reconhecimento das pessoas”.
Um “Luis XIV de pacotilla”, classificou José Luis Rescalvo, em
seu artigo “História de uma infâmia”. Com efeito.
Mas, provavelmente, é pior. Em nome de ser “o melhor do mundo”,
ele não pretendia, como Luís XIV, ser a encarnação da
organização coletiva. Pelo contrário, pretendia estar acima de
qualquer organização coletiva - pois não era dos entraves
burocráticos da FIDE que estava falando, mas da própria FIDE
como instituição. Essa linguagem, muitos não terão dificuldade
em reconhecer: a de considerar “burocrático” não o que realmente
é, mas a coletividade em si mesma, porque ela impõe limites,
antes de tudo limites morais. Certamente, a coletividade só
deixará de ser “burocrática” quando estiver submetida ao
“melhor”... Em suma, a linguagem mais chula do fascismo.
Valery Salov tem razão ao dizer que “Kasparov é um embusteiro em
série”. Evidentemente, Salov estava falando em termos políticos.
No entanto, a única credencial de Kasparov como político é sua
carreira no xadrez. Portanto, estamos diante de uma questão
enxadrística importante: ele tem sido promovido insistentemente
a melhor jogador da história, porque, segundo argumentam seus
partidários, nenhum teria ficado tanto tempo acima de todos os
outros. O fato de que nenhum outro, desde Alekhine, tenha se
colocado acima de qualquer regra, não parece aturdir esses
cavalheiros. Nem, muito menos, o fato de que afastou possíveis
desafiantes e desafetos declarados, usando o poder econômico dos
patrocinadores. E, por último, nem o fato completamente inédito
de que no lugar de onde poderia vir contestação, os países que
antes formavam a URSS, a estrutura do xadrez, principalmente a
que formava os jogadores, pela primeira vez desde 1945 estava em
frangalhos ou deixara de existir. Some-se a isso o apoio de uma
tremenda cobertura de mídia, dinheiro a rodo e oponentes
intimidados – e temos aqui as condições em que Kasparov se
impôs.
Mas, examinemos o argumento sem outras considerações. Veremos
que também não é verdadeiro: Steinitz e Lasker tiveram
predominância por mais tempo que Kasparov. E o fato de
Capablanca ter sido campeão mundial durante apenas seis anos não
torna Kasparov melhor do que Capablanca. Ou melhor do que
Fischer, campeão durante três anos.
Mas é aí nesse instante que aparece o outro argumento dos
kasparovistas: o rating ELO. Vejamos o que significa.
ELO
Em 1970, a FIDE resolveu adotar, para medir a força relativa dos
jogadores, o sistema usado desde 10 anos antes pela Federação
dos EUA (USFC), denominado ELO devido ao autor do modelo
matemático, Arpad Elo.
É fato que a FIDE precisava de um método menos subjetivo de
estabelecer ratings (isto é, números que expressam a força
relativa dos jogadores) do que o adotado até então - e optou
pela proposta de Elo.
Gligoric, que esteve presente à reunião da FIDE que adotou o
sistema, afirmou, em entrevista ao GM Alexander Baburin, que o
próprio Arpad Elo, nessa reunião, alertou sobre a necessidade de
correções futuras, pois, por sua fórmula, os ratings tendiam à
inflação. Hoje, inclusive, a maior parte das organizações que
utilizam o sistema já incluiu correções para evitar distorções
maiores.
Em poucas palavras: como a base do modelo é estatística, o
significado do rating muda de acordo com a base estatística - o
que equivale a dizer: de acordo com a época. Assim, o próprio
Elo, em seu livro “The Rating of Chessplayers, Past and Present”,
de 1978, escolheu os cinco melhores anos das carreiras dos
jogadores como base para estabelecer ratings. Poderia ter
escolhido outra base - e o resultado seria diferente.
Reparemos que, mesmo considerando um único critério, isso, na
prática, não evita algumas deformações importantes: com a mesma
base estatística, Elo concede o rating 2.690 tanto para Alekhine
quanto para Smyslov quanto para Morphy. No entanto, o último,
Paul Morphy, um jogador norte-americano de origem hispânica do
século XIX, simplesmente arrasou todos os seus contendores, nos
EUA e na Europa, entre 1849 e 1869, vencendo 83% das partidas
que disputou em competições, sem absolutamente ninguém que
pudesse chegar perto, o que não é o caso nem de Alekhine nem de
Smyslov.
Pelo menos, o professor Elo tem algum senso do ridículo. Usando
uma base diferente, outro autor calculou uma lista dos mais
altos ratings já atingidos por jogadores de hoje e de ontem,
onde Mikhail Tahl está em 38º lugar, Lasker em 27º, Botvinnik em
26º e Capablanca em 27º. O primeiro, claro, é Kasparov. Mas, o
leitor já ouviu falar, por exemplo, em Dmitry Jakovenko?
Trata-se de um promissor jovem de 24 anos, mas não há nada que
tenha feito para que esteja quatro lugares acima de Capablanca
(!), cinco acima de Botvinnik (!!), seis acima de Lasker (!!!) e
17 lugares acima de Tahl!!!! (O polonês Przemek Jahr é mais
modesto: sua lista omite Capablanca, Lasker e Botvinnik; Tahl,
no entanto, está em 27º – atrás até mesmo de Kasimdzhanov e
outros que, convenhamos, estão muito longe de ser grandes
jogadores no sentido em que Tahl foi grande).
Não continuaremos mais a mostrar as distorções do cálculo de
rating. Resta apenas observar que, com o comercialismo
desenfreado, instituiu-se uma verdadeira ditadura do rating. É
impressionante a obsessão de alguns com esse número. A origem
dessa obsessão é evidente: cada vez mais os torneios são
organizados em função dele. Alguém poderia dizer que, antes do
sistema ELO, já eram. Sem dúvida é necessária uma forma de fazer
com que os enfrentamentos sejam entre jogadores de força
semelhante. No entanto, algumas das melhores coisas acontecidas
em xadrez estiveram em partidas entre jogadores presumivelmente
de força diferente. Se o sistema ELO existisse na época de
Capablanca, como ele poderia, em 1911, ter jogado em San
Sebastián, um torneio onde passou de desconhecido para vencedor
em algumas semanas? No entanto, o problema não está
essencialmente no sistema ELO, mas no modo como é usado - e
manipulado. No momento, a situação é tal que até entre os
Grandes Mestres – cujos critérios para a obtenção do título
foram relaxados - existem os de primeira e os segunda categoria
(ou, talvez, de primeira, segunda e terceira categorias...),
dependendo do rating. O que não ajuda nem um pouco a enriquecer
o desenvolvimento do jogo.
As conseqüências práticas – que, no final das contas, é o que
importa - foram muito bem resumidas pelo GM armênio Serguei
Movsesian, um dos finalistas do mundial de 1999, em carta aberta
a Kasparov, respondendo à tentativa de enxovalhamento deste a
essa disputa, organizada pela FIDE em Las Vegas. Por isso,
transcrevemos alguns trechos:
“A questão não é: 'por que jogam sempre os mesmos em tais
torneios?', mas, 'por que devem considerar-se a elite do xadrez,
quais os critérios que dizem que eles são melhores que os demais
mortais?'. Se nos basearmos nos ratings, então esses jogadores
sem dúvida têm vantagem, porque ao jogar continuamente em
torneios de alta categoria, sem o risco de perder pontos,
redistribuem-nos entre si (....), enquanto os jogadores
'mortais' estão lutando por subir seus ratings, como é obrigação
dos verdadeiros desportistas. Na realidade, você [Kasparov] e
seus fornecedores de pontos abusam das imperfeições do sistema
Elo (....). Por certo que o sistema de torneios com uma
composição permanente de participantes já tem seguidores de
'êxito', [mas] se nos basearmos na força de jogo, não creio
realmente que os componentes da 'élite' sejam melhores que os
'mortais' (....). Creio que você está condenado a proteger a
seus favoritos, que pensam que você é Deus, sem os quais estaria
obrigado a jogar com os 'plebeus'.
“É divertido que você compare os acontecimentos enxadrísticos
com o tênis: 'Não posso recordar um torneio do Grand Slam sem a
participação dos números 1, 2, 3 y 4 do ranking oficial, além do
vencedor da edição anterior'. Mas você se 'esquece'
imediatamente de dizer o mais importante: em todos os torneios
de tênis os jogadores da 'élite' começam sua participação na
segunda eliminatória e lutam pela vitória com os jogadores 'que
andam a pé'. (....) Mas o que temos no xadrez? Seus torneios de
'élite', com uma composição permanente de participantes, fiéis
súditos de Sua Majestade”.
SOFTWARE
Voltando ao aspecto enxadrístico, se compararmos a contribuição
de Kasparov com a de Botvinnik, Petrosian ou até mesmo Karpov,
não é difícil concluir que seu predomínio deveu-se a outros
fatores que não a profundidade estratégica. Este aspecto
essencial do jogo ele absorveu bem, de Botvinnik e outros. Mas
nunca se notabilizou por desenvolvê-lo.
Ele foi o primeiro jogador, em nível magistral (ou seja, em
nível de mestre e grande mestre), a se beneficiar do uso de
computadores. Numa de suas entrevistas, diz ele que tinha
armazenadas em seu computador 4 mil variantes. Se é verdade ou
se era uma fanfarronada, não sabemos. Mas é perfeitamente
possível. Junto com uma memória digna de um idiot savant, isso,
pelo menos no começo de sua carreira, não foi pouca vantagem -
Karpov, por exemplo, até hoje parece pouco adaptado aos
computadores.
Mas o significado disso está, antes de tudo, no aspecto tático,
o aspecto em que a maioria dos softwares de xadrez consegue bom
desempenho. E, realmente, Kasparov, como Alekhine, foi antes de
tudo um tático – o que não quer dizer, evidentemente, que não
conhecesse estratégia (apesar do que já dissemos acima, essa
ressalva é necessária em razão dos kasparovistas na mídia
estarem sempre dispostos a usar um mal entendido - portanto, não
venham argumentar que nós dissemos que se trata de um ignorante
em estratégia, porque não foi isso o que dissemos). O match de
1995 contra Anand - este um jogador mais estratégico,
“posicional” - é bem característico do que estamos dizendo.
Porém, o mais importante é que, declarando-se campeão mundial
por fora da FIDE, isto é, acima de qualquer regulamentação,
Kasparov escolhia seus oponentes. Assim, em 1998, com sua
associação algo no ridículo, e sem que houvesse regra alguma
para apontar o desafiante ao seu suposto título, ele quis
organizar um match entre Anand e o então jovem Vladimir Kramnik.
Qual o critério? Como ficou evidente depois, o critério era a
vontade dele: Anand, ele já havia derrotado uma vez e Kramnik
havia sido seu “segundo”. Portanto, devia achar que enfrentar o
vencedor desse match era o menor risco.
No entanto, Anand, que tinha um contrato com a FIDE, recusou.
Acertou-se, então, um match entre Kramnik e Alexei Shirov, na
época em grande forma. O vencedor enfrentaria Kasparov.
Mas Shirov tinha Valery Salov como treinador. Apesar de ser um
jogador excepcional, Salov teve sua carreira encurtada pelas
freqüentes recusas dos organizadores de torneios a convidá-lo:
esta era uma condição imposta por Kasparov à sua própria
participação. No entanto, ele havia sido campeão mundial sub-16
(1980); campeão europeu junior (1984); primeiro lugar (empatado
com Alexander Beliavsky) no Campeonato da URSS de 1987; segundo
lugar (empatado com Artur Yusupov) no Campeonato da URSS de 1988
(atrás apenas de Karpov e Kasparov, que terminaram empatados em
primeiro lugar); e duas vezes esteve entre os candidatos a
desafiante do campeão mundial (1988 e 1996).
Apesar dessa trajetória, como ele declarou em 2000, numa
entrevista coletiva em León, “vetado por Kasparov, não tive um
só convite nos últimos três anos aqui na Espanha e praticamente
nada em todo o mundo”. Não era uma queixa: “sou muito otimista
quanto às perspectivas”, disse ele.
Mas, aconteceu o que Kasparov não esperava. Shirov derrotou
Kramnik. Então, Kasparov recusou-se a cumprir o contrato que o
obrigava a enfrentá-lo. Segundo suas palavras, Shirov “não era
comercial” e isso dificultava conseguir patrocinadores. Além
disso, a empresa de Kasparov e associados jamais pagou a Shirov
o prêmio acordado para o match com Kramnik, enquanto que este
recebeu a sua parte. Em suma, o match valia, desde que o
vencedor fosse quem Kasparov queria... Mas exatamente aí ele se
enganou: ao achar que Kramnik seria mais fácil do que Shirov.
Seja como for, esse critério da falta de comercialidade de
Shirov nem mesmo necessita de comentários. Imagine-se o que
seria de qualquer esporte submetido de forma absoluta a esse
critério. No mínimo, a Ana Maria Braga seria campeã olímpica de
alguma coisa.
No entanto, Shirov é um daqueles táticos espetaculares - seria
difícil achar que um jogador mais sólido, como Kramnik, pudesse
ser, nessa época, mais “comercial” do que Shirov. É inevitável
chegar à conclusão de que Kasparov queria evitar o confronto com
Shirov por outra razão - sabe-se lá o que podia acontecer num
match com um jogador tão imprevisível quanto ele... Em suma, o
problema era medo de perder, o que não era impossível - o
resultado do match com Kramnik demonstrava que não era.
Em meio a uma grita geral - Shirov, antes soviético e letão,
naturalizara-se espanhol e era o principal jogador de seu novo
país - Kasparov anunciou que “preferia” jogar com Anand do que
com o vencedor de Kramnik. Mas Anand respondeu outra vez, e
publicamente, que tinha contrato com a FIDE e era “homem de
palavra”. Algo que, provavelmente, Kasparov não entendeu.
Afinal, oferecia-se um prêmio de US$ 2 milhões, com o vencedor
levando 2/3. Que história é essa de palavra?, deve ter pensado.
Depois de dois anos de confusão, em que empresas-fantasmas
entravam e saiam de cena, realizou-se o match entre Kasparov e
Kramnik - e Kasparov perdeu.
A derrota (não conseguiu vencer nenhuma partida, enquanto
Kramnik, um excelente jogador posicional, isto é, estratégico,
venceu a 2ª e a 10ª) selou o destino das siglas inventadas por
Kasparov. Na verdade, nunca se tratou de um verdadeiro
campeonato mundial, mas da promoção dele como herói da reação
numa área em que os soviéticos – isto é, para todos os efeitos,
os comunistas – tiveram longa hegemonia.
FIDE
Para terminar esta série - que nunca pretendemos fosse tão longa
- restam algumas palavras sobre a época posterior à falência do
mercantilismo desregrado no xadrez, época que ainda não foi
inteiramente superada, mas cujo período mais selvagem e
obscurantista já ficou para trás.
Em 1995, com o pires na mão, a FIDE mudou seu presidente.
Florencio Campomanes fui substituído por Kirsan Ilyumzhinov,
também presidente da República da Kalmykia, um pequeno país às
margens do Mar Cáspio, antes parte da URSS e hoje integrante da
Federação Russa (os kalmíkios não chegam a 200 mil pessoas -
somando-se os cidadãos de outras nacionalidades, principalmente
russos, a república tem menos de 300 mil habitantes).
Aqui, mais uma vez, é necessário um cuidado especial para
atermo-nos somente aos fatos, pois a propaganda contra
Ilyumzhinov é algo fenomenal. O que sabemos de seguro é que ele
tornou-se bilionário da mesma forma que os outros bilionários da
ex-URSS: apropriando-se do patrimônio público. É verdade que em
relação às pretensões estrangeiras sobre o petróleo, o gás
natural e o carvão, que são abundantes em seu pequeno país, ele
tem mantido uma atitude de recusar a sua entrega.
Salov, que, diante da confusão no xadrez mundial, advogou a
reunificação em torno da FIDE, ao ser interpelado sobre
Ilyumzhinov pelo Mestre Internacional Ricardo Calvo, que acusava
o presidente da Kalmykia, entre outras coisas, de mandar
assassinar uma jornalista, por sinal, reacionaríssima, deu uma
resposta interessante: “O Sr. Yeltsyn, o ex-presidente da
Rússia, se encarregou pessoalmente de matar cinco mil civis em
outubro de 93, de fuzilar o Parlamento legitimamente eleito,
violando todos os princípios democráticos. E o que estavam
escrevendo todos os nossos livres e democráticos jornalistas? -
que ele era a única garantia da democracia na Rússia, que era
algo necessário, que havia sido um mau Parlamento (....). A esse
assassino em série estavam apoiando todas as forças
'democráticas' do mundo. (....) Então... Vamos deixar de
demagogia (....). O Sr. Ilyumzhinov investiu mais de 20 milhões
de dólares no mundo do xadrez. É a única diferença que há entre
o Sr. Ilyumzhinov e qualquer outro político russo e, inclusive,
diria eu, qualquer outro político americano”.
Que o xadrez mundial esteja dependendo, em boa parte, de
Ilyumzhinov, não é a melhor coisa do universo. O próprio Salov,
comentarista oficial da FIDE nos matches de candidatos deste
ano, em Elista (capital da Kalmykia), recebeu uma censura
pública da entidade por entrar em assuntos políticos ao
entrevistar, para o boletim do evento, a chinesa Xie Jun, duas
vezes campeã mundial feminina. Salov havia comentado que “o
Ocidente da Europa e os EUA são países totalitários (...). A
imprensa está totalmente controlada”. Xie Jun lembrou que na
China “temos só um partido, o comunista”. E Salov: “Nos EUA
também só tem um partido, mas com dois nomes diferentes”.
Realmente, era demais para Ilyumzhinov.
Apesar disso, o torneio de San Luís, Argentina, em 2005, do qual
o GM búlgaro Veselin Topalov saiu campeão mundial, o match de
2006, em que Kramnik venceu Topalov, e o recente torneio da
Cidade do México, do qual Viswanathan Anand saiu campeão, são
fatos, como diria alguém antigo, alvissareiros e auspiciosos.
No entanto, a principal esperança do xadrez é a força coletiva
dos enxadristas. Não é uma frase vazia: o movimento contra a
guerra no Iraque, a que, em massa, os enxadristas aderiram,
mostrou que essa força é real. Na época, houve apenas uma
exceção: Kasparov, que advogou não somente o bombardeio e a
invasão do Iraque por Bush, quanto a extensão da guerra à Síria
e ao Irã. Mas isso, leitores, é uma voz do além. Que o diabo se
encarregue dele.
E por aqui ficamos, agradecendo a audiência - e a paciência.
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